Um arquivo audiovisual da
música autoral de Betim.
Quando falamos em cena cultural, estamos nos referindo a um campo vivo de encontros, trocas, fruição artística, espaços e produtos culturais independentes que acontecem na nossa cidade.
A cena cultural de Betim é formada por artistas, produtores, técnicos, espaços de apresentação, estúdios, coletivos, públicos, mídias independentes e redes de circulação que, juntos, constroem um ambiente cultural ativo e regenerativo. Essa cena se manifesta nos palcos improvisados em praças e bares locais, nos estúdios caseiros, nos encontros entre artistas, nas batalhas de rima, nos shows independentes, nas experimentações sonoras e nas redes digitais onde a música circula.
Betim tem uma cena musical viva, diversa e geograficamente espalhada. Mas essa cena carece de iconografia. Essa diversidade se expressa em diferentes linguagens e estéticas musicais, como rap, funk, trap, rock, reggae, MPB, música eletrônica, música experimental, música instrumental, entre outras possibilidades que atravessam a produção contemporânea.
Quando uma cidade constrói um arquivo visual de sua produção artística, ela está estruturando identidade, criando referências, tornando visível o que antes existia apenas para quem estava presente.
É através da imagem que uma cena local deixa de ser local para se tornar histórica, pois imagens são ferramentas para que nos lembremos de nós mesmos.
Não existe, até agora, uma série ou arquivo que documente cinematograficamente quem são os artistas desta geração, o que criam e de onde falam. Essa ausência enfraquece a percepção de valor da produção local, dificulta a formação de público e apaga, lentamente, o trabalho de quem faz cultura nesta cidade.
Entendemos que a cena musical betinense precisa de um registro que demarque ela no tempo, colaborando para a permanência e a dignidade de suas obras. Por isso, vamos construir um arquivo audiovisual da música autoral e contemporânea de Betim, episódio por episódio, artista por artista.
